sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Uma Noite com Bardem

Estes dois últimos anos têm sido dos melhores para a atriz Penélope Cruz. Além de estrear no belíssimo "Abraços Partidos"(Los Abrazos Rotos) de Pedro Almodóvar, também atuou no premiado Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, ganhando um Oscar de melhor atriz coadjuvante pela ótima atuação como a temperamental e desajustada Maria Elena.

Tudo começa quando duas amigas, Vicky e Cristina, de personalidades totalmente diferentes, interpretadas por Rebeca Hall e Scarlett Johansson, respectivamente, decidem fazer uma viagem de férias em Barcelona.
Lá elas encontram o misterioso e sexy Juan Antônio(Javier Bardem), que as convida para um final de semana na charmosa cidade de Oviedo, onde o relacionamento, que antes era amizade com "requintes de sexualidade", se torna um divertido e sexy triângulo amoroso.
Cristina é mais declarada em seus sentimentos, e o que marca essa personagem divertida é sua espontaneidade e sexualidade natural, e, o que não podia faltar a uma personagem de Johansson, um toque sedutor de inocência.
Já Vicky é mais reservada e racional. No primeiro momento não aceitou viajar com Juan, mas após um tempo conhecendo-o melhor, passa, e quer, negar sua irrevogável paixão por ele.
Vicky e Cristina fazem lembrar Marianne e Elinor Dashwood, do romance Razão e Sensibilidade(Sense and Sensibility) de Jane Austen, mais tarde adaptado para o cinema, com direção de Ang Lee, e com as magníficas atuações de Emma Thompson (Elinor Dashwood), que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel, Kate Winslet (Marianne Dashwood), Hugh Grant(Edward Ferrars) e o ganhador do Globo de Ouro Alan Rickman(Cel. Brandon). O que marca a semelhança entre os dois filmes é a cena clímax do romance, que Marianne, observando o amor reprimido da irmã faz a ela: "Elinor, where is your heart?"

Em Vicky Cristina Barcelona, o mesmo tipo de repressão pode ser observada, mas desta vez pelo fato de a amiga começar a namorar Juan.
Então entra a sensual ex-mulher de Juan Antonio, Maria Elena, da qual nunca conseguiu viver sem, mesmo após a separação. Sua vida vira um caos quando os três, Juan, Maria Elena e Cristina, passam a morar na mesma casa.

A ousada comédia dirigida por Woody Allen não podia ter tanto a ver com sua personalidade, com suas reflexões sobre a essência do comportamento humano e seus relacionamentos. Humor sagaz, fotografia em tons de amarelo e laranja, sua visão da cidade e da cultura latina não podia ser mais sexy e ousada. A trilha sonora também não deixa a desejar. Sua música tema, "Barcelona", é uma música viciante e sensual. É tocada também a música Asturias, consagrada pelo violonista Andres Segovia, mas no filme tocado em um ritmo mais ameno e latino.


Woody foi aclamado e reconhecido pelo filme na cidade de Oviedo, onde ganhou uma estátua sua, exposta no centro da cidade.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E se fosse verdade?


Pra quem assistiu algum filme do Woody Allen e pensou exatamente isso: "E se fosse verdade?"
Bom, no caso de "Rosa Púrpura do Cairo"(Purple Rose of Cairo) seria bom, pois a história se baseia em uma mulher pobre, interpretada por Mia Farrow, mulher dele na época, que se apaixona pelo personagem do filme Rosa Púrpura do Cairo, que ela assistiu cinco vezes no cinema.
Mas para a surpresa dela, esse personagem sai da tela do cinema, literalmente, para fugir com Cecília(Farrow).

Acontece que os produtores e o ator principal (Gil Shepherd) ficam loucos, e procuram Tom(personagem) em todo lugar, a fim de que voltasse para o filme.
O personagem é interpretado por Jeff Daniels, mais conhecido por seu papel em Debi e Loid. Mas não se enganem, ele é um ótimo ator, e esse filme não tem nenhuma semelhança com Debi e Loid, por sorte.

É um filme espetacular, como a maioria dos filmes do Woody Allen, mas desta vez não há tantos discursos metafísicos, marca nos filmes de Allen, e o longa adquiriu um aspecto mais romântico. Desta vez o diretor não participou do filme como ator, como havia feito em Manhattan ou Dirigindo no Escuro, mas conseguimos assistir, mesmo sem a presença desse galã nato.

O Escândalo Polanski



Nenhum gênio é a prova de erro. E é claro que com Roman Polanski não podia ser diferente.
O cineasta Roman Polanski foi preso, pela acusação de met... ops, manter relações sexuais com uma garota de 13 anos. É... Parece que o número 13 não tem dado sorte a ele desde que dirigiu Mia Farrow e John Cassavetes em "O Bebê de Rosemary", clássico de terror dos anos 60.



O crime foi cometido há uns trinta anos, mas como a polícia americana não distingue cor nem condição financeira, por que não prender um ganhador de Oscar, se ele se iguala a todos os outros pedófilos pobres do mundo?
Mas igual a tudo neste mundo, o assunto não podia ser mais polêmico (a não ser pelos filmes de Lars Von Trier, é claro). A moça, que na época do crime era menor de idade, depôs a favor dele nos tribunais, mas ele continua preso.

No ano de 2002, "O Pianista" é lançado, e ganha 3 premiações no Oscar (uma delas de melhor diretor). Polanski não foi buscar seu prêmio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Homenagem ao Mestre do Suspense

Se Michael Jackson é o rei do pop, e Elvis o rei do rock, o título de rei do suspense vai para Alfred Joseph Hitchcock. E não poderia ser ninguém além do genial diretor de "Dique M para Matar"(Dial M for Murder), Psicose (Psycho) e Janela Indiscreta (Rear Window).



Conhecido por seus eletrizantes filmes de suspense, Hitchcock criou, aos poucos, tal fama e reconhecimento, que hoje em dia é difícil pensar no cinema de suspense moderno sem antes pensar nele.



Hitchcock usava muitos atores iguais em seus filmes, como o renomado James Stewart, e a belíssima Grace Kelly.

Seus filmes eram diferenciados pelo elemento surpresa que sempre havia no final, e pela magnífica e aterrorizante trilha sonora. A mais notória delas é a música tema de Psicose, composta pelo já falecido Maurice Jarre.
Outra marca do cinema de Alfred Hitchcock era suas breves aparições em seus filmes, como figurante. Apareceu em vários de seus filmes, como Psicose, Festim Diabólico, Disque M para Matar, entre outros.
Os personagens tinham um interesse incomum por brandy e o número 7(algo em comum com JK Rowling..).
Com seus assassinos astutos, e trama envolvente, deixo vocês com o trailer de Rope (Festim Diabólico). Divirtam-se, crianças!

Pra começar

Sei que ninguém gosta desses texos de introdução, até porque muitas vezes não é nada relacionado com o blog. Mas preciso me "apresentar", propriamente dizendo. Eu adoro cinema. Então pensei: Por que não fazer um blog onde possa mostrar minha paixão pela sétima arte? E este é o resultado: um blog inteiramente dedicado a o que sou. Sem mais delongas, prometo que as próximas postagens não serão tão chatas, ou pelo menos vou tentar, pois meu lado "velha de 70 anos" toma conta de mim na maioria das vezes. Bom, postarei coisas mais interessantes daqui pra frente.
Abraço a todos, e espero que não tenha ninguém que ache que cinema não é para mulher, ou providenciarei uma cirurgia para mudança de sexo imediatamente, hehe. Divirtam-se, ou pelo menos escrevam algum comentário engraçadinho.